Carregador de celular motivou briga e morte de apenado em Alcaçuz.

12 junho 2015

Carregador de celular motivou briga e morte de apenado em Alcaçuz.

Alexandro Teodósio, o Pelelê, foi morto dentro do Pavilhão 5 de Alcaçuz. Preso por vários crimes, José Rodrigues dos Santos admitiu o homicídio.




Foi por causa de um carregador de celular que o apenado Alexandro Teodósio da Silva Pessoa, de 30 anos, mais conhecido como ‘Pelelê’, brigou, foi esfaqueado e morto na manhã da quarta-feira durante o banho de sol no Presídio Rogério Coutinho Madruga, na Grande Natal. Pelo menos é esta a versão oficial para o crime, que tem o detento José Rodrigues dos Santos como assassino confesso.

Alexandro Teodósio da Silva Pessoa respondia pelos crimes de homicídio, tráfico de drogas e assalto. De acordo com o delegado Vicente Gomes, que investiga o assassinato, Pelelê era apontado como membro de uma facção criminosa que atua dentro dos presídios do estado e também considerado um dos líderes das rebeliões que ocorreram no sistema prisional em março deste ano.

Já o asassino confesso, que também tem 30 anos, é caicoense e cumpre pena por homicídio e tráfico de drogas. José Rodrigues dos Santos prestou depoimento à polícia nesta quinta-feira (11). O G1 teve acesso exclusivo ao documento. Nele, o detento diz ter matado Pelelê em legítima defesa, “pois seria um ou o outro”. José Rodrigues contou que a rixa entre eles começou há cerca de 8 dias em razão de Pelelê o estar ameaçando por meio de ‘catataus’, que significa bilhetes escritos na gíria dos apenados, “dizendo que se não aparecesse o carregador, era para pagar R$ 500”.

Quanto à briga, José Rodrigues disse que foi agredido fisicamente por Pelelê logo após a realização de um culto evangélico na quadra da Ala B da unidade. Ele relatou que estava sentado sobre um balde, cortando o cabelo, quando o rival se aproximou para furá-lo com uma faca artesanal. O preso acrescenta que chegou a ser ferido no dedo, mas que conseguiu tomar a arma dele, revidando o ataque. Ainda segundo José Rodrigues, além de esfaquear Pelelê, ele também usou um estilete que ele mesmo fabricou para furá-lo. Disse que se armou porque já previa que Pelelê atentaria contra sua vida

Por fim, José Rodrigues alegou que agiu sozinho - “apesar de outros presos estarem chegando e não tentarem separar os dois, pois muitos deles também tinham rixa com Pelelê, e que não sabe dizer se os outros detentos furaram Pelelê”.

Além dos relatos do preso, policias civis da Delegacia de Nísia Floresta também colheram o depoimento de dois agentes penitenciários, que foram ouvidos como testemunhas no caso. Ambos relataram que quando chegaram ao presídio o crime já havia acontecido. Os dois também disseram que depois que o autor do assassinato foi identificado, passaram a procurar pela arma usada na morte de Pelelê, e que foram encontradas “nas paredes e na rede de esgoto” várias facas de fabricação artesanal.

O Rogério Coutinho Madruga fica em Nísia Floresta, anexo à Penitenciária Estadual de Alcaçuz, maior unidade prisional do Rio Grande do Norte. O presídio foi uma das 14 unidades prisionais afetadas pela onda de rebeliões que aconteceu em março no sistema penitenciário potiguar. Depois disso, em 26 de maio, o presídio foi parcialmente interditado e permanece impedido de receber novos presos.


Fonte: g1rn

Farmácia Central

Farmácia Central

Vidraçaria Bom Jesus

Vidraçaria Bom Jesus

Madeireira Jatobá

Madeireira Jatobá

M2 Academia

M2 Academia

ads

ads

Ari Moto Peças

Ari Moto Peças

ads

ads

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

  • Copyright © 2017 - Digital Mipibu!
  • Todos os direitos reservados